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… Segundo Paulinho Assunção (escritor brasileiro):

«Você pode imaginar uma esquina do mundo onde Ondjaki encontra Manoel de Barros, Luandino Vieira, Guimarães Rosa, Adélia Prado, Raduan Nassar. […] Você também pode imaginar o que eu imagino ao ler este novo livro de Ondjaki. É um livro que tem um jeito de apalpar a língua como quem apalpa o dorso de um rio. Ou tem um jeito de escrever as palavras da língua como quem rumoreja sussurros para não assustá-las. E acho que o Ondjaki não tem medo de trazer para o seu livro os seus afetos todos literários. E faz bem o Ondjaki não ter medo disso porque é uma coisa muito bocó a gente esconder os afetos & as dívidas & os tributos aos que, também, como Ondjaki, gostam e gostaram de apalpar a polpa da língua como quem apalpa o dorso de uma fruta.»

Ondjaki nasceu em Luanda, em 1977. Prosador. Às vezes poeta. Co-realizou o filme sobre Luanda (Oxalá cresçam pitangas, 2006). É membro da União dos Escritores Angolanos. Está traduzido em francês, espanhol, italiano, alemão, inglês e chinês. Recebeu o Grinzane for Africa 2008 pelo conjunto da sua obra.

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