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Num thriller de cortar a respiração, A Carta Proibida, Lisa T. Bergren encetou uma clássica e fantástica batalha entre o bem e o mal, prosseguida em O Mapa de Vidro, e que termina agora no mais provocador capítulo da abençoada e poderosa missão dos Dotados…
A irmandade dos Dotados é composta por treze pessoas – cada uma possuindo o seu propósito divino e dom espiritual, cada uma servindo como catalisador para uma guerra trecentista travada entre a luz e as trevas. Entre eles, encontram-se Gianni de Capezzana e Daria d´Angelo, perseguindo novos objectivos: enfrentar a Igreja – evitando a morte na fogueira – e descobrir o último dos Dotados da profecia, assim como Hasani, o seu vidente, raptado em Veneza. Sem as visões de Hasani, Gianni e Daria enfrentam às cegas um futuro incerto – perseguidos pelo inimigo e restando-lhes, como santuário, um único recurso.
Nesta perigosa e imprevisível região, os senhores de Les Baux ofereceram-lhes a protecção da sua fortaleza. Uma vez atrás dos muros do assombroso Castelo Les Baux, Gianni e Daria encontram um breve momento de alívio e um amor duradouro. Contudo, são continuamente incitados a avançar, arriscando a captura pelo inimigo que os persegue. O seu inimigo é temível – prometendo que os Dotados hão-de conhecer a mágoa, o medo e, finalmente, a derrota. Porém, o futuro dos que estão nas mãos de Deus não será frustrado, e os Dotados embarcam numa perigosa viagem para além do alcance do inferno, em direcção ao seu destino abençoado.
Lisa T. Bergren é uma autora premiada, contando já com vinte e oito títulos, e campeã de vendas com mais de um milhão de livros vendidos. Depois de uma interrupção de quatro anos, trabalha agora numa trilogia histórica, que começou com A Carta Proibida, prosseguiu com O Mapa de Vidro e termina agora com O Caminho para Avignon, sobre um grupo de pessoas que viveu no século XIV, Os Dotados, que perseguiu as forças do Mal, assim como a Inquisição.


Um cadáver que desaparece; uma mulher que morreu – e que talvez não tenha morrido; um pintor louco; uma governanta que se dedica a afogar gatos pretos; um poeta que recita nas estações de serviço e um enigmático velho de barba branca; uma japoneira movendo-se de um lado para o outro. Eis alguns dos ingredientes narrativos de Não Tenhas Medo do Escuro, romance que obteve o Prémio de Revelação APE/DGLB. Afectada por um cancro, uma professora procura um sentido para a sua vida. Vagueia por Lisboa, Porto e Amarante; entretanto, uma criatura de sombra persegue-a. Após a sua morte, o seu corpo desaparecerá. A chave para este enigma encontra-se nos poemas que analisou com os seus alunos e nas pessoas que conheceu nos seus últimos meses. Não Tenhas Medo do Escuro é um romance de mistério, uma homenagem à poesia portuguesa e uma reflexão sobre o valor da vida e o poder da arte.
Como muitos escritores portugueses, Gabriel Magalhães tem três vidas. Na primeira, é professor de Literatura na Universidade da Beira Interior, tendo também dado aulas em Espanha – país onde viveu muitos anos e onde fez o seu doutoramento. Na segunda, acorda de madrugada e escreve contos e romances – como quem tenta passar a limpo o amanhecer. A sua terceira vida é um quadro de Vermeer onde se vê uma mulher e uma filha – e a certeza da luz de Deus. Agora que publica o seu primeiro romance acaba de descobrir que, para além destas três, precisa ainda de mais quatro existências: sete vidas são precisas para sobreviver aos abismos de uma aventura literária.



Charlotte Brontë conseguiu em Jane Eyre uma fusão perfeita entre o realismo e o romance, incorporando dois temas que persistem no inconsciente colectivo porque expressam aspirações humanas permanentes: o mito de Cinderela, a rapariga pobre e oprimida que casa com o príncipe poderoso, e o mito do sucesso: a recém-chegada sofre, persevera e triunfa da adversidade. No entanto, Jane Eyre não é um mero romance de evasão, tem uma verdade e um realismo totais; nos momentos mais empolgantes da acção, os detalhes, como na vida real, são solidamente prosaicos e mesmo o triunfo final de Jane é um triunfo incompleto, à escala humana. O que caracteriza a arte desta grande romancista inglesa, e ainda hoje a impõe à nossa admiração é, essencialmente, ter sabido descer ao mais profundo dos seres, mostrando-nos, na sua verdade integral, o mau e o bom, o forte e o fraco, na complexidade das suas motivações e das paixões que os dominam, a verdade e a profunda riqueza das figuras que construiu, assim como a violência que as agita, e a humanidade de que vibram e que, página após página, não cessa de nos manter suspensos e ansiosos.
Filha de um pastor irlandês, Charlotte Brontë (1816-1855) e as irmãs, Emily e Anne, partilham a infância entre o sinistro presbitério de Haworth, de onde só avistavam o cemitério e uns terrenos baldios e uma pensão para eclesiásticos pobres, onde as duas irmãs mais velhas viriam a morrer. Depois de um ano em Bruxelas, as irmãs Brontë tentaram fundar uma escola, mas não encontraram alunos devido à conduta escandalosa do irmão. Decidiram-se então pela escrita como forma de sobrevivência. Charlotte Brontë publica em 1847, com o pseudónimo de Currer Bell, Jane Eyre, o seu maior e mais duradoiro sucesso, Shirley (1849) e Villette (1853). Do cinema ao teatro, passando pelo musical e pela televisão, esta autobiografia ficcional de Charlotte Brontë é hoje uma das obras literárias com maior número de adaptações de sempre.


As aspas do título deste livro de Nuno Carneiro como que traduzem as dificuldades e imprecisões de todos os debates em redor do tema da orientação sexual. O livro de Nuno Carneiro inicia‐se com a ligação entre o tema das “homossexulidades” e as questões da cidadania, demonstrando como o termo gay e lésbica se revelam emancipadores e se inscrevem no território das identidades e não das patologias, encerrando a primeira parte com a análise do desenvolvimento psicológico nos contextos “opressivos” em que ocorreram. A segunda parte ilustra algumas vivências “homossexuais” em Portugal, a partir de um estudo empírico realizado junto de gays e lésbicas portugueses: sem nunca abandonar o rigor científico, a investigação demonstra com clareza a discriminação a que foram submetidos os sujeitos do estudo e constitui‐se como “grito de libertação”, ao reclamar uma “cidadania de amor igual”. Daniel Sampaio, Professor Catedrático de Psiquiatria e Saúde mental

Trata‐se de uma obra de ficção, um jogo intertextual e paródico, que toma a sexualidade alegadamente branca de Pessoa como objecto e pretexto para um tributo irónico e provocador ao grande poeta português. São cinco narrações eróticas, atribuídas apocrifamente a outros tantos heterónimos pessoanos, e através delas se revela um Fernando Pessoa com uma vida sexual tão surpreendentemente plural quanto a sua obra literária. Ganhou o “XLII Premi València de Literatura”