Depois do retrato de uma mulher audaciosa, criadora de novos horizontes sociais, no romance Memórias de Branca Dias, e de uma mulher bela e intelectual, criadora de novos horizontes espirituais, em O Último Minuto na Vida de S., Miguel Real regressa à novela com A Ministra, outra mulher. Neste novo texto, retrata: – Uma mulher seca, que nunca conheceu o amor, de passado trágico e futuro marcado pelo desejo de auto-afirmação; – Uma mulher de mentalidade despótica, adversa à espiritualidade dos valores, crente de que a única dimensão do bem reside na sua utilidade social; – Uma mulher cuja especialização académica consiste na manipulação de estatísticas, moldando a realidade à medida dos seus interesses; – Uma mulher que usa o trabalho, não como forma de realização, mas como modo de exaltação do poder próprio, criando, não o respeito, mas o medo em redor; – Uma mulher ensimesmada, arrogante, feia e triste, que ama a solidão e despreza os homens; – Uma mulher autoritária e severa consigo própria, imune ao princípio da tolerância; – Uma mulher que ambiciona ser Ministra. Sê-lo-á?
MIGUEL REAL publicou na QuidNovi os romances A Voz da Terra, O Último Negreiro e O Sal da Terra, a novela O Último Minuto na Vida de S. e os ensaios O Marquês de Pombal e a Cultura Portuguesa, O Último Eça, Agostinho da Silva e a Cultura Portuguesa, Eduardo Lourenço e a Cultura Portuguesa e Padre António Vieira e a Cultura Portuguesa.
